quinta-feira, 17 de março de 2022

LANÇAMENTO VÍDEOS E GUIA EDUCATIVOS LGBTI+

 

📸Foto: Diego Teófilo


Na ultima quinta-feira,10 de março de 2022, o Instituto Universidade Popular- UNIPOP, através do projeto TRANSformar e Reexistir realizou o lançamento dos vídeos e Guia LGBTI+, no Hotel Sagres em Belém. 

📸 Foto: Na Cuia Produtora Cultural



  
lançamento foi organizado por jovens LGBTI+ pertencente ao projeto, e contou com a participação de diversas juventudes LGBTI+ da capital.
📸 Foto: Na Cuia Produtora Cultural














O material audiovisual conta com cinco vídeos que são resultados da experiência do projeto, assim como um guia físico como texto de apoio para/de população LGBTI+, onde os conteúdos perpassam pelas temáticas: diversidade e sexualidade, resistência e história do movimento LGBTI+, mercado de trabalho para pessoas transgêneros.







Além dos materiais apresentados o evento contou com a apresentação da Drag Queen Lyssandra Candy, poesias da nossa MC Biata show de Yara MC.

📸 Foto: Naiane Queiroz
📸 Foto: Na Cuia Produtora Cultural
















📸 Foto: Naiane Queiroz


             

📸Foto: Naiane Queiroz


📹 Acesse os vídeos: https://www.youtube.com/results?search_query=unipop 

📸Acesse as fotos do evento: encurtador.com.br/nvzKX 


quarta-feira, 11 de março de 2020

8 M PELA VIDA DAS MULHERES


No último domingo, 8 de março de 2020, aconteceu em Belém a marcha das mulheres em comemoração ao dia internacional das mulheres.  O evento teve concentração na Praça da Waldemar Henrique, seguindo pela avenida Assis de Vasconcelos até a Praça da República.
                                                                             arquivo JCA
A marcha foi organizada pela Frente Feminista Paraense e contou com a participação de diversos coletivos e partidos políticos. A marcha das mulheres foi uma crítica a atual situação política, a violência contra as mulheres, o racismo, além de lembrar as vítimas de feminicídio Samara Mescouto e Jennyfe Monteiro, que foram estupradas e assassinadas no início desse ano pelo "Maníaco de Marituba". Também foi um grito por justiça pela morte de Dandara dos Santos, transexual que foi espancada e executada a tiros no ano de 2017 no Ceará, vítima de transfobia e feminicídio e por Marielle Franco, a qual no mês de março seu assassinato completa 2 anos sem a punição dos acusados.

“Uma grande mistura social, de gênero, cultural, politica foi o 8 M, um momento de mostrar que nós mulheres seja cis ou trans não estamos caladas  e não iremos nos calar frente as imensas estatísticas de feminicídio que vemos diariamente”, diz Thamires Santana ativista da agencia jovens comunicadores da Amazônia (JCA).

arquivo JCA

Segundo a pedagoga Patrícia Cordeiro, “a marcha do 8 M da foi a melhor, pois foi a mais diversa, composta de frentes sindicais e coletivos de juventudes, além de ser a maior da qual já participei”.

“Creio que tenha sido uma grande prova de que as mulheres da Amazônia também estão indignadas. Foi um grande movimento organizado por manas incríveis, mostrando que as manas paraenses estão com tudo. Todas nós mulheres, independente de orientação sexual ou identidade de gênero temos que ir à luta pelos nossos direitos. Para mim foi uma experiência incrível porque eu nunca tinha participado de um movimento desse tamanho.” relata Maria Dias, estudante.

arquivo JCA

O 8 M  foi um espaço aberto para denunciar os casos de feminicídio no país que tem a quinta maior taxa do mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas também conscientizar a população feminina a lutar pelo seus direitos ameaçados pelo governo atual.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Encontro reúne jovens para debater resistências e lutas na Amazônia



Dezenas de jovens de bairros periféricos da Região Metropolitana de Belém estarão reunidos no próximo sábado, 14, das 8 às 19 horas, na Fundação Curro Velho, durante o III Encontro das Juventudes Amazônidas. Promovido pelo Instituto Universidade Popular (Unipop), por meio do projeto Agência de Jovens Comunicadores da Amazônia, o evento vai debater, refletir e compartilhar vivências sobre as resistências juvenis na Amazônia. A inscrição para participar do evento, que é gratuito, pode ser feita através de link, disponibilizado no blog da Agência.

Uma juventude diversa que esse ano vai trazer como debate principal a luta contra o sistema que tenta desmobilizar e silenciar as juventudes que são marcadas pelas suas diversidades e pluralidades, racializando, objetificando e criminalizando seus corpos. O encontro vem, através das perspectivas das juventudes amazônidas, denunciar as opressões e violações sofridas, trazendo reflexões sobre a mesma”, conta Naiane Queiroz, educadora social e responsável pela Agência Jovens Comunicadores da Amazônia.


Temas como feminicídio, LGBTIfobia, extermínio da juventude negra, as lutas dos guardiões da floresta, entre outros debates, serão abordados durante o encontro que vai encerrar com uma programação cultural diversificada. Uma representação de jovens indígenas da etnia Guajajara, que no último período tem sofrido com políticas genocidas, também participará do Encontro.

Essa atividade é um evento de grande importância, por ser a culminância dos processos vividos durante o ano e também por agregar muitas juventudes da UNIPOP e de outros grupos e coletivos, que manifestam seus anseios, urgências, fazem suas denúncias e propõem ações que atendam às suas necessidades. Minha expectativa é de que será um encontro ainda mais rico que os anteriores”, afirma Patrícia Cordeiro, coordenadora das ações com juventudes da UNIPOP.



Sobre a Agência Jovens Comunicadores da Amazônia – Surge a partir da execução do Projeto Jovens Comunicadores da Amazônia, onde adolescentes e jovens da Região Metropolitana de Belém participaram do curso de comunicação popular, vivenciando processos de mobilização a partir de atividades de incidência política e produção de conteúdos para a internet, redes sociais, blogs, sites, etc. É formada a partir de grupos de jovens que vivenciaram processos na Unipop e de entidades parceiras como o Coletivo Tela Firme, Jovens + Pará, Coletivo de Juventude do Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará (CEDENPA), estudantes de comunicação, jornalistas e educadores populares. Conta com a parceria e apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos e Ação Mundo Solidário (ASW).


SERVIÇO:
III Encontro das Juventudes Amazônidas
Data: 14 de dezembro
Hora: Das 8 às 19 horas
Local: Fundação Cultural Curro Velho – Rua Prof. Nelson Ribeiro, 287, Telégrafo.
Link para inscrição: https://bit.ly/38tT0nr
Evento gratuito


CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
08:00h- Credenciamento, Café da manhã e momento musical.
09:00h- Abertura: Boas vindas (Falas institucionais)
09:15h - Mesa 1: Juventudes e perspectivas de enfrentamentos na Amazônia
10:15h - Diálogo com juventudes.
11:15h - Apresentação dos vídeos sobre a Agência e enquete sobre feminicídio
11:45h - Mesa 2: Saúde mental (ansiedade, depressão, auto mutilação, suicídio)
12:10h (Diálogo)


12:45h - Almoço


14:00h- Volta do almoço
14:15h - Atividade de grupo: Rodas Temáticas
1- Comunicação Popular
2- Arte, cultura e diversidade.
3- Empregabilidade (Formal e informal)
4- Masculinidades e Feminilidades no contexto de violências (Empodera)
5- Ativismo
15:45h- Compartilhamento da vivência da roda temática
16:15h- Apresentação do vídeo da turma de comunicação e a certificação.
17:00h- Agradecimento e Informes

ATRAÇÕES CULTURAIS:
17:20h- Cultural
17:20h - Richard
17:30h - Jennie Marks
17:40h - Slam Dandaras
18:00h - Duas irmãs: Mazikeen e Athenas
18:20h - Well Rodrigues (Free Step)
18:30h - Grupo Ariru tupã PA
19:00h- Encerramento da Cultural

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

III Encontro das Juventudes Amazônidas

As juventudes da UNIPOP chegaram para construir suas próprias narrativas, debater, refletir e compartilhar sobre o que vem acontecendo com nossa população amazônida.
Uma juventude diversa que esse ano vai trazer como debate principal a luta contra o sistema que tenta desmobilizar e silenciar as juventudes que são marcadas pela sua diversidades e pluralidades, racializando, objetificando e criminalizando seus corpos.

O encontro vem através das perspectivas das juventudes Amazônidas denunciar as opressões e violações sofridas, trazendo reflexões sobre a mesma.
Queremos com este encontro visibilizar e fortalecer os movimentos que estão sendo feitos pelas juventudes, em um espaço plural que mostra suas especificidades, meios e caminhos de resolver problemáticas que estão postas nas suas vivências e resistências diárias na Amazônia.
Então não te acanha e fica ligada nas nossas redes sociais, que logo logo divulgaremos o local do evento.
#IIIEJAMA
Fica esperta e faça tua inscrição no link: https://forms.gle/BXNgwf2dsL5jBpsp7

Te abicora com a gente!

“ A milícia da polícia está matando a perifa, levanta quero ver a perifa levantar”



 Frase parte integrante da música que ecoou na última sexta-feira dia 29, durante o ato, caminhada levanta juventude, promovida pelo cine clube TF e outras escolas do bairro, pelas ruas da Terra Firme. A programação aconteceu como forma de mostrar as forças das resistências das juventudes que não aceitam mais serem alvo de extermínio. Dando ênfase ao mês da consciência negra, fomos junt@s dizer que nossos corpos negros são os que mais morrem nas periferias do país. O ato de sexta teve uma extrema importância para gerar resistência e para lembrar sempre tudo que foi realizado até então, tem um histórico de lutas constantes para conquistar mais espaços e visibilidade. Lutas essas que estão longe de terminar, tendo em vista os dados alarmantes sobre a violência sofridas pela população negra do país – Que ao seu total formam a maioria da população brasileira.


A caminhada foi repleta de sentimentos bons e uma energia surreal, que marcaram a Terra Firme, suas ruas cheias de pretos, pretas, periféricos etc... As vozes das juventudes ecoaram “ Nossas vidas pretas importam, sim!!!” E essa mesma juventude foi às ruas gritar e exigir mais respeito e espaços para livres e seguros viverem seus sonhos e sua arte.




Foto: Agência_JCA
Texto: Beatriz Neves e Izandra 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Os gritos que ecoaram nas ruas de Belém no 25º Grito dos Excluíd@s.


Dia 07 de setembro de 2019 ficou marcado na memória e nas vozes dos brasileir@s, o grito dos excluído@s ocorreu em mais de 17 Estados, e na cidade das mangueiras não foi diferente, Belém saiu nas ruas em uma só marcha e mostrou como a juventude, as religiões e os movimentos sociais, ainda resistem e continuam lutando contra os ataques às minorias e seus direitos, LGBTs, jovens negros e negras, comunidades tradicionais e a Amazônia, que estão em constante vulnerabilidade social e ambiental, são os que mais sofrem com os ataques de políticas ante democráticas implementadas pelo atual governo. 


O tema desse ano intitulado: "Este Sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”. Foi bem representando no ato que teve início em São Brás e terminou na Praça da República, em um só caminhar, onde contou com vários momentos importantes, como o ato ecumênico, apresentação teatral, cartazes e gritos exigindo respeito e proteção para Amazônia, assim, deixou o recado: nossos direitos não são negociáveis e não vão nos calar.



Fotos: Agência JCA.
Texto: Colaboradora Eduarda Canuto.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Um ano do assassinato de Marielle Franco






Na noite do dia 14 de março de 2018 a vereadora do Rio de Janeiro e defensora dos direitos humanos Marielle Franco foi brutalmente assassinada junto ao seu motorista Anderson Gomes, no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro.Marielle Franco, carioca nascida e criada na favela da Maré no Rio de Janeiro, tinha 38 anos, atuava há mais de dez anos defendendo os direitos humanos de mulheres e jovens negros, de moradores de favelas do Rio, de pessoas LGBTI. E também, denunciava as execuções extrajudiciais e outras violações de direitos cometidas por policiais e agentes do estado. Foi à quinta vereadora mais votada nas eleições municipais de 2016, iniciando seu primeiro mandato em janeiro de 2017. Era a relatora da Comissão Representativa da Câmara de Vereadores, criada para monitorar a intervenção federal na segurança pública do RJ decretada em 16 de fevereiro de 2018. Até a segunda semana de novembro de 2018, o caso não foi solucionado.

FEMINICÍDIO NO BRASIL

Segundo o Atlas da Violência de 2018, em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, observa-se um aumento de 6,4% considerando-se os dados de 2016, a taxa de homicídios é maior entre as mulheres negras (5,3) que entre as não negras (3,1) – a diferença é de 71%. Em relação aos dez anos da série, a taxa de homicídios para cada 100 mil mulheres negras aumentou 15,4%, enquanto que entre as não negras houve queda de 8%. Em vinte estados, a taxa de homicídios de mulheres negras cresceu no período compreendido entre 2006 e 2016, sendo que em doze deles o aumento foi maior que 50%. OPará tem a segunda maior alta taxa de homicídios de mulheres negras (8,3), com uma taxa para mulheres não negras também alta (6,6). É especificamente o homicídio de mulheres negras que coloca os estados de Goiás e Pará no topo do ranking. Mas estes estados não compõem o ranking de homicídios contra mulheres brancas.


PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE: Atlas da Violência de 2018 e Labirinto do caso Marielle (Anistia Internacional Brasil):https://anistia.org.br/wp-content/uploads/2018/11/labirinto-caso-marielle.pdf

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Ato da Visibilidade Trans em Belém


No último domingo, 27, foi realizado um ato, promovido pela Rede Paraense de Pessoas Trans como parte da programação em alusão ao Dia da Visibilidade Trans que marcou o dia 29 de janeiro. Contando também com a presença de coletivos do movimento LGBTI+ de Belém, foi uma tarde para ouvir e discutir as circunstâncias que essas populações encontram-se atualmente.

O Ato de domingo assim como o Dia da Visibilidade Trans são de extrema importância para gerar resistência e para lembrar sempre que tudo o que foi realizado até então, tem um histórico de lutas constantes para conquistar espaços e visibilidade. Lutas essas que estão longe de terminar, tendo em vista dados alarmantes sobre violências contra a população trans e travesti no país.

"O Ato da Visibilidade Trans foi uma verdadeira demonstração de resistência. As pessoas trans que se fizeram presente enfrentaram  sol,  e resistiram a chuva.  Assim como continuam na luta para serem reconhecidos como seres humanos cotidianamente. Pessoas Trans serão resistência sempre.Ficamos felizes em dizer que momentos como esses  também são atos políticos, também são valiosos porque precisamos fortalecer nossos laços afetivos. Necessitamos ter os nossos perto, pois o cenário atual é difícil. Gratidão à todes que participaram do ato em São Brás e construíram esse momento conosco.Viva a população Trans que vem cada dia mais construindo a sua história e protagonizando as lutas de suas causas." Diz, Isabella Santorine- Rede Paraense de Pessoas Trans.


A luta é necessária e de todes, todos os dias do ano!


Texto: Letícia Moreira
Fotos: Letícia da Cabanagem

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

II Encontro Das Juventudes Amazônidas- Propostas das Juventudes.



O encontro que ocorreu no dia 14 de dezembro de 2018, teve como objetivo discutir temáticas importantes para as juventudes perante a atual conjuntura do país. Com o tema “Que país queremos para viver e como as juventudes podem (R)existir”, o dia foi marcado por discussões de pautas como corpos políticos LGBTI+, mulheres negras, juventudes indígenas, entre outros.


Nossa mesa foi composta por mulheres incríveis que trouxeram suas vivências e resistências de ser mulher no nosso estado. Construir uma mesa composta por mulheres e dar visibilidade as suas diversidades abordando diferentes temas no ano em que Marielle Franco foi assassinada foi também uma forma de contemplar e mostrar que cada mulher é um ato político e que juntas representam a resistência.
As propostas feitas a partir dos painéis temáticos, temas esses debatidos na mesa de abertura, que contou com a colaboração de todxs xs participantes do encontro estão sendo organizadas para serem postas em prática todas aquelas que estiverem em nosso alcance, segue todas as propostas feitas pelas juventudes presente neste grande encontro: 

    MULHERES NEGRAS


·Saúde Mental para mulheres negras nos hospitais;
·Educação na infância;
·Roda de conversa- Afetividade da mulher negra e saúde mental;
·Fazer campanha de doação de livros de autoras negras (doar para mulheres negras).


         CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA


·Audiências publicas sobre as chacinas que ocorrem no Pará;
·Mídia que criminaliza a pobreza, e transforma as mortes das pessoas negras como traficantes, bandidos. Os crimes como feminicídio, racismo são invisibilizados. A mídia edita e não se preocupa com a verdade (papel da mídia alternativa);
·Criar fóruns, rodas de discussões sobre o tema que inclua as diversidades como uma linguagem popular;
·Espaços para discutir esse tema dentro da periferia;
·Ter um GT nas secretarias de educação municipal e estadual que trate sobre gênero e sexualidade;
·Levar a discussão sobre criminalização da pobreza para as igrejas, bairros etc;
·Haja uma formação com a segurança pública para que eles possam saber lidar com juventude da periferia;
·Que haja uma comissão formada por jovens para acompanhar as chacinas de Belém.





CORPOS POLÍTICOS LGBTI+

·Qualificar lgbti+ (cursos técnicos);
·Roda de conversa sobre homens negros afeminados (na Unipop);
·Prevenção das ISTs;
·Realizar campanhas sobre prevenção para mulheres lésbicas.

JUVENTUDE E PARTICIPAÇÃO SOCIAL

·Oficina sobre Economia criativa;
·Feira de empreendedorismo para mulheres, negros, lgbti+;
·Participação; ação, movimentos (incidências);
·Produção de conteúdo; jovens comunicados;
·Biblioteca comunitária;
·Arte nos bairros.

           JUVENTUDE INDÍGENA

·Políticas públicas que preservem a identidade indígena;
·Ensinar nas escolas a variação linguística dos povos indígenas;
·Aulas sobre a realidade indígenas e o indígena nas cidades;
·Projetos e atividades pedagógicas que valorizem e ensinem sobre a cultura indígena;
·Liberando o SUS para as aldeias;
·Rodas de conversa.
Foto:AgênciaJCA
Todas as temáticas foram estabelecidas pelas juventudes da Agência de Notícias JCA e debatidas com as diversas juventudes do encontro, sendo reconhecidas como urgentes e atuais tendo em vista os ataques e vivências de cada um/a no ano de 2018 e já no inicio de 2019. 

Usando nossas ferramentas de comunicadorxs populares, o compromisso é não apenas dar visibilidade e espaço a esses debates, mas também colocarmos em ação dentro de nossas comunidades, periferias, rolês. Por isso, fiquem atentxs as novas construções das juventudes por todo esse ano.
Seguimos juntxs!



Pablo Cauê, Letícia Moreira- Articuladorxs da Agência de Notícias JCA

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

II Encontro das Juventudes Amazônidas (INSCRIÇÃO)

II Encontro das Juventudes Amazônidas:

Que país queremos para viver e como as juventudes podem (R)existir. 

       As juventudes da Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia realizarão o 
II Encontro das Juventudes Amazônidas, esse será um encontro símbolo da Resistência e Diversidade das juventudes da nossa região metropolitana de Belém.
       A partir das diversas experiências e contextos das juventudes pela manutenção da democracia e à vida, o tema escolhido para esse segundo ano foi “Que País queremos para viver e como as juventudes podem (R)existir” tendo como objetivo incentivar cada vez mais o protagonismo da juventude e a construção coletiva de proposições concretas de mudanças para o nosso cenário local, marcado pela crescente falta de segurança e de liberdade de expressão colocando em pauta diversas opressões sofridas principalmente pelas juventudes moradoras das nossas periferias, lgbti+, mulheres e negrxs. A particapação no evento é gratuita e será necessário apenas o preenchimento da ficha de inscrição.
     O Encontro é direcionado a jovens de 14 à 29 anos e contará com uma vasta programação durante o dia todo que será iniciada por uma mesa, grupos de estudos, atrações culturais e muito mais.


FICHA DE INSCRIÇÃO(GRATUITA): 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Estudantes realizam ato antifascismo na UEPA

 Foto do momento do ato

Os alunos e alunas da Universidade do Estado do Pará - UEPA realizam um ato antifascismo na instituição, no bairro do Telégrafo, em Belém, no dia de hoje, 08/10. A manifestação se deu porque alguns estudantes ficaram assustados e inconformados com os resultados das eleições de domingo 07/10, visto que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) teve uma grande quantidade de votos válidos em comparação  aos demais candidatos. O ato ocorreu no Hall de convivência, salão principal da Universidade.

Repentinamente após a eleição, os estudantes organizaram um grupo na rede social WhatsApp em que menos de 24 horas havia mais de 200 membros, necessitando de um outro grupo. Na reunião, os estudantes que se manifestaram focaram sobre fazer mobilizações fora das instituições e saírem para as ruas e praças de uma forma diferenciada, "humanizada" e "didática" falar sobre as propostas de Fernando Haddad e da Manuella D'Avila, e de explicar o porquê de não votar no outro candidato.

Equipamentos como caixa de som (material didático livre da Uepa) e microfone (disponiblizado pelos alunos do curso de música). Para a estudante do curso de história, Marcelle Nascimento, isso evidência que "Temos que sair da bolha que é a universidade e falar para as pessoas de maneira didática já que seremos futuro educadores".

Foto do momento do ato

Outra estudante do curso de letras Libras, Maysa Mayron, também acrescentou. "Precisamos ir as praças e as escolas, e falar o porquê de votar no Haddad, por exemplo, o meu curso só foi garantindo no governo Lula, e os surdos tiveram o direito de terem intérpretes, não somente dentro das salas como em diversos locais".

Manifestações como essa vem ocorrendo no Brasil desde que o candidato do PSL em suas falas dissemina ódio e discursos machistas, racistas e lgbtifobicos. E por isso, milhares de pessoas tem se manifestado dizendo #EleNão. E também, não é uma questão partidária, e sim, de sobrevivência, nossa democracia nunca esteve tão correndo risco como agora. 



Agatha Souza - estudante de Ciências Sociais da UEPA e articuladora da Agência JCA

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Mulheres Unidas Dizendo #EleNão

Foto: Paloma Melissa

No dia 29 de setembro milhares de mulheres do Brasil saíram as ruas em um grande ato para dizer #EleNão. Foram cerca de 50 mil pessoas segunda as organizadoras, com participação de diversos grupos da nossa sociedade, LGBTI+, juventudes e etc. A concentração da manifestação foi no Mercado de São Braz, em Belém, marchando pelas ruas da capital paraense. Durante a caminhada até a Aldeia Cabana, no bairro da pedreira, as mulheres gritaram várias palavras de ordem contra o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).

Um momento de luta protagonizado pelas mulheres, motivado pela criação de um grupo no Facebook "Mulheres contra Bolsonaro", como forma de resposta as declarações machistas, lgbtifobicas, racistas e outros discursos de ódio. A partir disso surgiu a hashtag #EleNão, e, por conseguinte o protesto.

Nós mulheres da Agência de Noticias Jovens Comunicadoras da Amazônia, marcamos presença no ato. Manifestando-nos e expressando de maneira que o protesto fosse uma forma de representatividade e de luta. Com o objetivo de evidenciar esse ato que reuniu mulheres de diversas esferas e classes sociais, que fez com que esse movimento fosse tranquilo, forte e de muita resistência.

                                                                                                                  Foto: Paloma Melissa

Para a articuladora da Agência JCA, Letícia Moreira, a marcha foi um momento muito diverso e de união. "Um das coisas mais bonitas do ato foi à união das mulheres que eu provavelmente nunca vi na minha geração. E o tanto de gente que somou ali naquele momento que nos surpreendeu e deu muito orgulho por estar fazendo parte desse momento".

Esse dia foi um marco para o Brasil, no caso Belém, para ressaltar que as mulheres não são "fraquejadas" e que existe muita força e mobilização por nossa parte. Dando partida para muitas mais manifestações, que essa foi somente à primeira de muitas, unindo e acrescentando mais pessoas para essa luta. "Super importante as mulheres na luta, ver todas unidas buscando um só objetivo, isso foi muito bonito", Raquel Ariane, articuladora da Agência JCA.


Larissa Costa, Agatha Souza, Letícia Moreira e Letícia Sousa.
Articuladoras da Agência JCA.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

UNIPOP ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSO DE COMUNICAÇÃO POPULAR


Oficina de produção de texto jornalístico | Foto: Naiane Queiroz

A comunicação é um campo de extrema importância para sociedade. Recebemos e repassamos diariamente diversas informações. O sentido comunicativo de todo o ser humano precisa ir além, e cada vez mais precisamos compreender que podemos produzir nossos conteúdos e dar visibilidade para as mais diversas pautas, ainda na adolescência e durante boa parte da juventude.

Por acreditar na potência das juventudes, principalmente na sua capacidade de se comunicar e assim construir novas narrativas sobre seus espaços e locais de atuação, o Instituto Universidade Popular abre inscrições para a segunda turma do Curso de Comunicação Popular de 2018, que terá duração de quatro meses, com encontros formativos e ações de incidência política, a partir da abordagem de temas relevantes às juventudes, de forma a estimular a leitura crítica das realidades sociopolíticas e a utilização da educomunicação como estratégia de diálogo com adolescentes e jovens da Região Metropolitana de Belém.

O objetivo do curso é oportunizar aos adolescentes e jovens debates articulados às técnicas da comunicação e à vivência de novas formas de participação frente à realidade. Para Patricia Cordeiro educadora e coordenadora do curso de Comunicação Popular, a formação desvela o mundo, apresenta outras possibilidades de comunicar e muda a forma de ver o mundo e a sociedade. Provoca desejo de mudança, transforma o problema em luta, pessoas anônimas em sujeitxs de direitos. Um período curto de tempo, em que se compartilha sonhos e expectativas, uma força enorme que mostra ser possível outro modelo de sociedade.

Oficina de produção de texto jornalístico | Foto: Naiane Queiroz

O curso de Comunicação Popular é realizado com metodologias participativas, baseadas na educação e comunicação popular. Os adolescentes e jovens vivenciam momentos de construção de conhecimento, por meio de encontros temáticos, onde dialogam questões como: comunicação e seu papel social, mídia e direitos humanos, educomunicação, diálogo inter-religioso, racismo, LGBTfobia, gênero, juventudes e protagonismo juvenil, redes sociais, entre outros. São vivências teóricas e práticas, onde também aprendem e produzem a partir de estratégias comunicativas, e são estimulados a utilizar as tecnologias da informação e comunicação a fim de informar, mobilizar e articular a comunidade para um diálogo mais crítico diante dos problemas sociais e políticos que enfrentam.


SERVIÇO:
Público: adolescentes e jovens de 15 a 29 anos
Dias: Os encontros formativos serão realizados às terças e quintas, de 14h às 18h, e na última sexta de cada mês, totalizando 148 horas de atividades.
Período do Curso: Setembro à Dezembro de 2018

INSCRIÇÃO:
Período: 06 à 24 de agosto de 2018.
O curso é gratuito e garante transporte e lanche aos participantes. As pessoas interessadas devem se inscrever preenchendo a ficha no link abaixo, ou na sede da UNIPOP, localizada na Av. Senador Lemos, 557, entre D. Pedro I e D. Romualdo de Seixas, de segunda a quinta no horário de 14h às 18h.

INFORMAÇÕES:
(91) 3224-9074 / 3223-1083 / 98221-8000 / universidadepopular@unipop.org.br