sábado, 2 de fevereiro de 2019

Ato da Visibilidade Trans em Belém


No último domingo, 27, foi realizado um ato, promovido pela Rede Paraense de Pessoas Trans como parte da programação em alusão ao Dia da Visibilidade Trans que marcou o dia 29 de janeiro. Contando também com a presença de coletivos do movimento LGBTI+ de Belém, foi uma tarde para ouvir e discutir as circunstâncias que essas populações encontram-se atualmente.

O Ato de domingo assim como o Dia da Visibilidade Trans são de extrema importância para gerar resistência e para lembrar sempre que tudo o que foi realizado até então, tem um histórico de lutas constantes para conquistar espaços e visibilidade. Lutas essas que estão longe de terminar, tendo em vista dados alarmantes sobre violências contra a população trans e travesti no país.

"O Ato da Visibilidade Trans foi uma verdadeira demonstração de resistência. As pessoas trans que se fizeram presente enfrentaram  sol,  e resistiram a chuva.  Assim como continuam na luta para serem reconhecidos como seres humanos cotidianamente. Pessoas Trans serão resistência sempre.Ficamos felizes em dizer que momentos como esses  também são atos políticos, também são valiosos porque precisamos fortalecer nossos laços afetivos. Necessitamos ter os nossos perto, pois o cenário atual é difícil. Gratidão à todes que participaram do ato em São Brás e construíram esse momento conosco.Viva a população Trans que vem cada dia mais construindo a sua história e protagonizando as lutas de suas causas." Diz, Isabella Santorine- Rede Paraense de Pessoas Trans.


A luta é necessária e de todes, todos os dias do ano!


Texto: Letícia Moreira
Fotos: Letícia da Cabanagem

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

II Encontro Das Juventudes Amazônidas- Propostas das Juventudes.



O encontro que ocorreu no dia 14 de dezembro de 2018, teve como objetivo discutir temáticas importantes para as juventudes perante a atual conjuntura do país. Com o tema “Que país queremos para viver e como as juventudes podem (R)existir”, o dia foi marcado por discussões de pautas como corpos políticos LGBTI+, mulheres negras, juventudes indígenas, entre outros.


Nossa mesa foi composta por mulheres incríveis que trouxeram suas vivências e resistências de ser mulher no nosso estado. Construir uma mesa composta por mulheres e dar visibilidade as suas diversidades abordando diferentes temas no ano em que Marielle Franco foi assassinada foi também uma forma de contemplar e mostrar que cada mulher é um ato político e que juntas representam a resistência.
As propostas feitas a partir dos painéis temáticos, temas esses debatidos na mesa de abertura, que contou com a colaboração de todxs xs participantes do encontro estão sendo organizadas para serem postas em prática todas aquelas que estiverem em nosso alcance, segue todas as propostas feitas pelas juventudes presente neste grande encontro: 

    MULHERES NEGRAS


·Saúde Mental para mulheres negras nos hospitais;
·Educação na infância;
·Roda de conversa- Afetividade da mulher negra e saúde mental;
·Fazer campanha de doação de livros de autoras negras (doar para mulheres negras).


         CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA


·Audiências publicas sobre as chacinas que ocorrem no Pará;
·Mídia que criminaliza a pobreza, e transforma as mortes das pessoas negras como traficantes, bandidos. Os crimes como feminicídio, racismo são invisibilizados. A mídia edita e não se preocupa com a verdade (papel da mídia alternativa);
·Criar fóruns, rodas de discussões sobre o tema que inclua as diversidades como uma linguagem popular;
·Espaços para discutir esse tema dentro da periferia;
·Ter um GT nas secretarias de educação municipal e estadual que trate sobre gênero e sexualidade;
·Levar a discussão sobre criminalização da pobreza para as igrejas, bairros etc;
·Haja uma formação com a segurança pública para que eles possam saber lidar com juventude da periferia;
·Que haja uma comissão formada por jovens para acompanhar as chacinas de Belém.





CORPOS POLÍTICOS LGBTI+

·Qualificar lgbti+ (cursos técnicos);
·Roda de conversa sobre homens negros afeminados (na Unipop);
·Prevenção das ISTs;
·Realizar campanhas sobre prevenção para mulheres lésbicas.

JUVENTUDE E PARTICIPAÇÃO SOCIAL

·Oficina sobre Economia criativa;
·Feira de empreendedorismo para mulheres, negros, lgbti+;
·Participação; ação, movimentos (incidências);
·Produção de conteúdo; jovens comunicados;
·Biblioteca comunitária;
·Arte nos bairros.

           JUVENTUDE INDÍGENA

·Políticas públicas que preservem a identidade indígena;
·Ensinar nas escolas a variação linguística dos povos indígenas;
·Aulas sobre a realidade indígenas e o indígena nas cidades;
·Projetos e atividades pedagógicas que valorizem e ensinem sobre a cultura indígena;
·Liberando o SUS para as aldeias;
·Rodas de conversa.
Foto:AgênciaJCA
Todas as temáticas foram estabelecidas pelas juventudes da Agência de Notícias JCA e debatidas com as diversas juventudes do encontro, sendo reconhecidas como urgentes e atuais tendo em vista os ataques e vivências de cada um/a no ano de 2018 e já no inicio de 2019. 

Usando nossas ferramentas de comunicadorxs populares, o compromisso é não apenas dar visibilidade e espaço a esses debates, mas também colocarmos em ação dentro de nossas comunidades, periferias, rolês. Por isso, fiquem atentxs as novas construções das juventudes por todo esse ano.
Seguimos juntxs!



Pablo Cauê, Letícia Moreira- Articuladorxs da Agência de Notícias JCA

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

II Encontro das Juventudes Amazônidas (INSCRIÇÃO)

II Encontro das Juventudes Amazônidas:

Que país queremos para viver e como as juventudes podem (R)existir. 

       As juventudes da Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia realizarão o 
II Encontro das Juventudes Amazônidas, esse será um encontro símbolo da Resistência e Diversidade das juventudes da nossa região metropolitana de Belém.
       A partir das diversas experiências e contextos das juventudes pela manutenção da democracia e à vida, o tema escolhido para esse segundo ano foi “Que País queremos para viver e como as juventudes podem (R)existir” tendo como objetivo incentivar cada vez mais o protagonismo da juventude e a construção coletiva de proposições concretas de mudanças para o nosso cenário local, marcado pela crescente falta de segurança e de liberdade de expressão colocando em pauta diversas opressões sofridas principalmente pelas juventudes moradoras das nossas periferias, lgbti+, mulheres e negrxs. A particapação no evento é gratuita e será necessário apenas o preenchimento da ficha de inscrição.
     O Encontro é direcionado a jovens de 14 à 29 anos e contará com uma vasta programação durante o dia todo que será iniciada por uma mesa, grupos de estudos, atrações culturais e muito mais.


FICHA DE INSCRIÇÃO(GRATUITA): 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Estudantes realizam ato antifascismo na UEPA

 Foto do momento do ato

Os alunos e alunas da Universidade do Estado do Pará - UEPA realizam um ato antifascismo na instituição, no bairro do Telégrafo, em Belém, no dia de hoje, 08/10. A manifestação se deu porque alguns estudantes ficaram assustados e inconformados com os resultados das eleições de domingo 07/10, visto que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) teve uma grande quantidade de votos válidos em comparação  aos demais candidatos. O ato ocorreu no Hall de convivência, salão principal da Universidade.

Repentinamente após a eleição, os estudantes organizaram um grupo na rede social WhatsApp em que menos de 24 horas havia mais de 200 membros, necessitando de um outro grupo. Na reunião, os estudantes que se manifestaram focaram sobre fazer mobilizações fora das instituições e saírem para as ruas e praças de uma forma diferenciada, "humanizada" e "didática" falar sobre as propostas de Fernando Haddad e da Manuella D'Avila, e de explicar o porquê de não votar no outro candidato.

Equipamentos como caixa de som (material didático livre da Uepa) e microfone (disponiblizado pelos alunos do curso de música). Para a estudante do curso de história, Marcelle Nascimento, isso evidência que "Temos que sair da bolha que é a universidade e falar para as pessoas de maneira didática já que seremos futuro educadores".

Foto do momento do ato

Outra estudante do curso de letras Libras, Maysa Mayron, também acrescentou. "Precisamos ir as praças e as escolas, e falar o porquê de votar no Haddad, por exemplo, o meu curso só foi garantindo no governo Lula, e os surdos tiveram o direito de terem intérpretes, não somente dentro das salas como em diversos locais".

Manifestações como essa vem ocorrendo no Brasil desde que o candidato do PSL em suas falas dissemina ódio e discursos machistas, racistas e lgbtifobicos. E por isso, milhares de pessoas tem se manifestado dizendo #EleNão. E também, não é uma questão partidária, e sim, de sobrevivência, nossa democracia nunca esteve tão correndo risco como agora. 



Agatha Souza - estudante de Ciências Sociais da UEPA e articuladora da Agência JCA

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Mulheres Unidas Dizendo #EleNão

Foto: Paloma Melissa

No dia 29 de setembro milhares de mulheres do Brasil saíram as ruas em um grande ato para dizer #EleNão. Foram cerca de 50 mil pessoas segunda as organizadoras, com participação de diversos grupos da nossa sociedade, LGBTI+, juventudes e etc. A concentração da manifestação foi no Mercado de São Braz, em Belém, marchando pelas ruas da capital paraense. Durante a caminhada até a Aldeia Cabana, no bairro da pedreira, as mulheres gritaram várias palavras de ordem contra o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).

Um momento de luta protagonizado pelas mulheres, motivado pela criação de um grupo no Facebook "Mulheres contra Bolsonaro", como forma de resposta as declarações machistas, lgbtifobicas, racistas e outros discursos de ódio. A partir disso surgiu a hashtag #EleNão, e, por conseguinte o protesto.

Nós mulheres da Agência de Noticias Jovens Comunicadoras da Amazônia, marcamos presença no ato. Manifestando-nos e expressando de maneira que o protesto fosse uma forma de representatividade e de luta. Com o objetivo de evidenciar esse ato que reuniu mulheres de diversas esferas e classes sociais, que fez com que esse movimento fosse tranquilo, forte e de muita resistência.

                                                                                                                  Foto: Paloma Melissa

Para a articuladora da Agência JCA, Letícia Moreira, a marcha foi um momento muito diverso e de união. "Um das coisas mais bonitas do ato foi à união das mulheres que eu provavelmente nunca vi na minha geração. E o tanto de gente que somou ali naquele momento que nos surpreendeu e deu muito orgulho por estar fazendo parte desse momento".

Esse dia foi um marco para o Brasil, no caso Belém, para ressaltar que as mulheres não são "fraquejadas" e que existe muita força e mobilização por nossa parte. Dando partida para muitas mais manifestações, que essa foi somente à primeira de muitas, unindo e acrescentando mais pessoas para essa luta. "Super importante as mulheres na luta, ver todas unidas buscando um só objetivo, isso foi muito bonito", Raquel Ariane, articuladora da Agência JCA.


Larissa Costa, Agatha Souza, Letícia Moreira e Letícia Sousa.
Articuladoras da Agência JCA.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

UNIPOP ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSO DE COMUNICAÇÃO POPULAR


Oficina de produção de texto jornalístico | Foto: Naiane Queiroz

A comunicação é um campo de extrema importância para sociedade. Recebemos e repassamos diariamente diversas informações. O sentido comunicativo de todo o ser humano precisa ir além, e cada vez mais precisamos compreender que podemos produzir nossos conteúdos e dar visibilidade para as mais diversas pautas, ainda na adolescência e durante boa parte da juventude.

Por acreditar na potência das juventudes, principalmente na sua capacidade de se comunicar e assim construir novas narrativas sobre seus espaços e locais de atuação, o Instituto Universidade Popular abre inscrições para a segunda turma do Curso de Comunicação Popular de 2018, que terá duração de quatro meses, com encontros formativos e ações de incidência política, a partir da abordagem de temas relevantes às juventudes, de forma a estimular a leitura crítica das realidades sociopolíticas e a utilização da educomunicação como estratégia de diálogo com adolescentes e jovens da Região Metropolitana de Belém.

O objetivo do curso é oportunizar aos adolescentes e jovens debates articulados às técnicas da comunicação e à vivência de novas formas de participação frente à realidade. Para Patricia Cordeiro educadora e coordenadora do curso de Comunicação Popular, a formação desvela o mundo, apresenta outras possibilidades de comunicar e muda a forma de ver o mundo e a sociedade. Provoca desejo de mudança, transforma o problema em luta, pessoas anônimas em sujeitxs de direitos. Um período curto de tempo, em que se compartilha sonhos e expectativas, uma força enorme que mostra ser possível outro modelo de sociedade.

Oficina de produção de texto jornalístico | Foto: Naiane Queiroz

O curso de Comunicação Popular é realizado com metodologias participativas, baseadas na educação e comunicação popular. Os adolescentes e jovens vivenciam momentos de construção de conhecimento, por meio de encontros temáticos, onde dialogam questões como: comunicação e seu papel social, mídia e direitos humanos, educomunicação, diálogo inter-religioso, racismo, LGBTfobia, gênero, juventudes e protagonismo juvenil, redes sociais, entre outros. São vivências teóricas e práticas, onde também aprendem e produzem a partir de estratégias comunicativas, e são estimulados a utilizar as tecnologias da informação e comunicação a fim de informar, mobilizar e articular a comunidade para um diálogo mais crítico diante dos problemas sociais e políticos que enfrentam.


SERVIÇO:
Público: adolescentes e jovens de 15 a 29 anos
Dias: Os encontros formativos serão realizados às terças e quintas, de 14h às 18h, e na última sexta de cada mês, totalizando 148 horas de atividades.
Período do Curso: Setembro à Dezembro de 2018

INSCRIÇÃO:
Período: 06 à 24 de agosto de 2018.
O curso é gratuito e garante transporte e lanche aos participantes. As pessoas interessadas devem se inscrever preenchendo a ficha no link abaixo, ou na sede da UNIPOP, localizada na Av. Senador Lemos, 557, entre D. Pedro I e D. Romualdo de Seixas, de segunda a quinta no horário de 14h às 18h.

INFORMAÇÕES:
(91) 3224-9074 / 3223-1083 / 98221-8000 / universidadepopular@unipop.org.br

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

ENCONTRO DAS JUVENTUDES AMAZÔNICAS REFORÇA E VISIBILIZA A AUTONOMIA E PARTICIPAÇÃO DAS JUVENTUDES

Por Alexandre Soares *


O #EncontroDasJuventudesAmazônicas realizado, no sábado, 02 de dezembro, na Escola de Teatro e Dança da UFPA, contou com a participação de várias pessoas, em sua maioria, jovens para debater assuntos relacionados ao tema do encontro "Que cidade queremos para viver e o que estamos fazendo para conquistá-la".

Tudo objetivado para fortalecer a solidariedade e os movimentos de resistência e luta pelo direito à vida e à cidade. A partir da reflexão e debate sobre a atual conjuntura brasileira e o acirramento da violência nas periferias, principalmente em relação à juventude negra, definindo estratégias de diálogo entre diferentes olhares e práticas de grupos e organizações.

Através disso, o Encontro pode reforçar e mostrar que os jovens estão cada vez mais, e são, organizados, ao contrário do que tradicionalmente dizem sobre essas pessoas. "Pessoas que não ligam pra nada a não ser para si mesmo", "apáticos”, “complexos” e etc.

O Encontro começou pela manhã com uma dinâmica de integração e logo em seguida com a mesa de abertura "Juventudes e Movimentos: Urgências e (R)existência", mediada por Marineia Ferreira, Articuladora Jovem da Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia (JCA) e com a convidada Lúcia Isabel Silva, Professora Doutora da UFPA.

 

A Professora falou sobre os elementos conjunturais que envolvem e afetam diretamente as juventudes, como a falta de emprego, a falta de educação de qualidade nas escolas e universidades, ou seja, sobre a falta de políticas públicas para as juventudes, mas ressaltou o papel dos jovens enquanto protagonistas, e destacou "A juventude tem esse multi-papel de protagonismo nos processos, de fazer pressão, de ir reclamar seus direitos. Nos quais os direitos não são dados, são conquistados, através disto, não tem luta por direitos sem direitos humanos", ressaltou Lucia.

Em seguida, ocorreu uma roda de conversa com o tema "Que cidade queremos para viver e o que estamos fazendo para conquistá-la" que é justamente o tema do encontro. A roda foi mediada por Larissa Costa, Articuladora Jovem da Agência, e com a participação dos convidados e convidadas, Rafael Carmo Coordenador da Rede Paraense de Pessoas Trans (REPPAT), Naiane Queiroz Articuladora Jovem da Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia (JCA), Darla Farias Mulher Negra e representante da Rede de Mulheres Negras, Larissa Ellen representante do Movimento República de Emaús, Everton MC do grupo de rap Tem Que Ser Sagaz (TQSS) e Raphael Castro da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (ENECOS).

Os convidados e convidadas da roda de conversa dialogaram sobre os elementos que compõem a cidade, reconhecendo-a como um espaço de disputa e afirmação das juventudes a partir da sua pluralidade de territórios.


De acordo com Rafael Carmo, as juventudes, em especial, as juventudes LGBTI sofrem com a exclusão social. "Nós temos que parar e ficar atentos para essa juventude que está aí sofrendo com a exclusão social em todos os ambientes, começando em casa quando a pessoa assumi sua identidade de gênero e a família não tem a preparação, a informação e esse ou essa jovem acaba na rua e o que resta para ela, é ser acolhida pelo tráfico e prostituição porque acha que é a única saída. A pessoa é jogada ao tráfico ou a prostituição", disse o Coordenador do REPPAT.

Outra convidada da roda, Darlah Farias falou sobre as juventudes negras, de como a pessoa negra é subjetivada e estereotipada. "O corpo negro é estereotipado a marginalização e a criminalização porque os jovens que mais morrem são os periféricos, porque temos uma estrutura social racista que é herança da escravidão do Brasil". A representante da Rede de Mulheres Negras ainda falou sobre como as pessoas negras estão lutando por mais direitos e reconhecimento. "De uns anos para cá nós temos um crescimento nas políticas públicas para que haja reparação como as cotas, fruto de nossa luta", disse Darlah.


À tarde, ocorreram às oficinas como Vídeo de Bolso, Estêncil, Photo Voice e Gênero. Para Laura Louisy, ter participado da oficina estêncil foi muito importante, pois “a oficina de estêncil propôs primeiramente uma aula teórica bem dinâmica que possibilitou um contato entre todos, debatemos questões de negritude que se interligavam com a Oficina em si e logo depois colocamos em prática o que aprendemos e fizemos tudo isso em grupo, o que incentivou a troca de ideias e a construção de novos pensamentos e opiniões. Com socialização no final do Encontro do que foi aprendido nas oficinas."


A Diretora Geral da UNIPOP, Aldalice Otterloo, reforça a importância desses espaços organizados e voltados para os jovens. “O encontro foi um dos pontos altos da programação dos 30 anos da Unipop, arregimentou um grupo muito diverso de jovens que representaram diferentes formas de organização que não são aqueles historicamente institucionalizados, são grupos de novas demandas, de novas institucionalidades, experiências, fazendo com que essa juventude pense como encarar essa realidade que estamos enfrentando em nosso país, e eles afirmando que mesmo com uma conjuntura tão adversa eles estão resistindo com ações concretas”.

O #EncontroDasJuventudesAmazônicas é uma realização do Programa: Juventude, Participação e Autonomia – JPA, por meio do Projeto Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia (JCA), desenvolvido pelo Instituto Universidade Popular (UNIPOP) com o apoio de Fundo Brasil de Direitos Humanos, Ação Mundo Solidário e Fundação Luterana Diaconia em parceira com Coletivo Tela Firme, Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará (CEDENPA) e Movimento República de Emaús.

#UNIPOP30ANOS
 O Encontro é um das várias ações da UNIPOP em comemoração aos seus 30 anos, visto que desde 1998, o Instituto direciona ações específicas para o segmento juvenil, buscando através de redes e fórum assim estabelece processos que contribuam para o empoderamento cidadão desse segmento, para que possam enfrentar politicamente os problemas que as juventudes brasileiras e em especial, a paraense, vivem.

* Articulador jovem da agência de notícias e estudante de comunicação.